Ágere - Cooperação em Advocacy

Notícias

Priorizar, indicar, monitorar e envolver: os desafios para o PNDH 3
Até 10 de dezembro deste ano o governo federal deverá apresentar um Plano de Ação para a implementação do PNDH 3, programa que estabelece objetivos, diretrizes e ações programáticas às políticas de direitos humanos no país

(Fonte: Plataforma Dhesca Brasil)

Até 10 de dezembro deste ano o governo federal deverá apresentar um Plano de Ação para a implementação do PNDH 3, programa que estabelece objetivos, diretrizes e ações programáticas às políticas de direitos humanos no país. O Plano de Ação será construído pelo Comitê de Acompanhamento e Monitoramento, colegiado interministerial responsável em identificar metas prioritárias, definir indicadores de monitoramento e promover a articulação entre os órgãos e entidades envolvidos. Esse será o primeiro PNDH que contará com um Plano de Ação e com um Comitê de Acompanhamento.

“É preciso transformar os programas em políticas públicas, em políticas de Estado”, afirmou Andressa Caldas, integrante da coordenação da Plataforma Dhesca Brasil, durante um seminário que discutiu a implementação do PNDH 3, realizado na semana passada em Brasília. O evento teve a participação de representantes de diversos ministérios e da Secretaria de Direitos Humanos, que apresentou a proposta de funcionamento do Comitê. De acordo com Lena Peres – Subsecretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da SDH – nesse ano acontecerão mais quatro reuniões entre os 21 ministérios e secretarias nomeados para compor o Comitê, sendo uma delas nessa quinta-feira (2). Durante a primeira reunião do colegiado, realizada no dia 18 de agosto, todos os nomeados compareceram, com exceção do Ministério das Comunicações, que não justificou a ausência.

A participação da sociedade civil no acompanhamento e monitoramento da implementação do PNDH 3 é garantido através do decreto que instituiu o PNDH (7037/09). Durante o seminário, os representantes das redes e organizações expuseram a necessidade de garantir a participação social no processo de monitoramento, instituindo um comitê autônomo para a sociedade civil. A proposta apresentada foi a de que os encontros da sociedade civil aconteçam um dia antes das reuniões do Comitê governamental, com a possibilidade de um momento específico para que os atores discutam conjuntamente as prioridades. Esse modelo já foi adotado para a realização da Conferência Nacional de Direitos Humanos, onde a sociedade civil teve papel central na organização do evento.

A instituição de um Comitê de Monitoramento para o PNDH envolve diversos desafios, tanto para o Estado quanto para a sociedade civil. O primeiro deles refere-se a grande quantidade de proposições contidas no PNDH 3. Ao todo, são 521 ações programáticas, que trabalham com diversos temas. “O PNDH 3 atualiza a Constituição Federal de 88, à medida que resignifica os direitos humanos, apresentando um conteúdo mais popular. O programa possibilita a ampliação de direitos no país”, afirmou Darci Frigo, da Plataforma Dhesca. O mesmo desafio também se apresenta à sociedade civil, que deverá encontrar uma forma de monitoramento que contemple o princípio de indivisibilidade dos direitos humanos. “Como lutar por um direito e, a partir dele, garantir todos os outros direitos? A sociedade civil vai ter que monitorar sem setorizar os direitos”, expôs Frigo.

Durante o seminário também foi falada da necessidade de envolver os outros poderes no acompanhamento e monitoramento do PNDH, para que o programa seja realmente uma política de Estado e não apenas de governo. Até porque cada ação do programa possui um indicativo dos órgãos responsáveis pela sua implementação, envolvendo o poder executivo, legislativo ou judiciário.

A representante da SDH, Lena Peres, afirmou que este será um dos desafios para 2011, assim como “aperfeiçoar indicadores, implantar uma plataforma informatizada e ter pelo menos uma reunião estadual”, afirmou Lena. O representante do MNDH, Gilson Cardoso, reforçou a necessidade das ações reverberarem em todo o país, inclusive a partir dos programas estaduais de direitos humanos, que foram construídos nos meses que antecederam a Conferência Nacional, em dezembro de 2009.

A perspectiva das organizações que estiveram no seminário é potencializar a participação da sociedade civil na implementação do PNDH 3, garantido o comitê autônomo e o acesso aos temas em debate, para que sejam elaboradas e apresentadas as propostas da sociedade civil. Mais de cem organizações e movimentos de todo o país se mantém em campanha pelo programa (www.pndh3.com.br), com o desafio de fortalecer o PNDH 3 como um instrumento para a promoção dos direitos humanos e para a radicalização da democracia.

03/09/2010 09:33:41



OUTRAS NOTÍCIAS

Título Data/Hora
Parceria do UNODC Brasil com IAA foca em programa de desenvolvimento para jovens 10/12/2009 09:43:18
Políticas públicas não resolveram problema estrutural de direitos humanos 09/12/2009 10:03:08
Meios de comunicação não refletem diversidade racial do país 09/12/2009 09:37:28
Inclusão social só é possível com educação 09/12/2009 09:21:48
Direito da criança de brincar na rua é negligenciado 09/12/2009 08:47:07
Câmara dos Deputados aprova PEC da Alimentação como Direito Social 08/12/2009 12:25:57
Fim da publicidade e comunicação mercadológica voltada ao público infantil 08/12/2009 10:56:02
As marcas da discriminação no analfabetismo de jovens 04/12/2009 10:37:48
Para denunciar violência, mulher deve sentir que é sujeito de poder 04/12/2009 10:34:27
80% das denúncias de violência contra idosos são de filhas que batem nas mães 04/12/2009 10:22:09
Cliente ganha indenização por receber cartão com dizeres ‘você é gay’ 04/12/2009 10:12:27
Juiz sugere família na escola contra desaparecimento de crianças 04/12/2009 09:45:06
Desigualdade racial é responsável por um terço da diferença de renda entre brancos e negros 03/12/2009 12:52:17
Estatuto pode promover a "racialização" do país, alertam críticos 27/11/2009 03:43:49
Encontro em São Paulo aborda exploração sexual de pessoas traficadas 27/11/2009 03:40:49
Direitos Humanos mantém decreto sobre demarcação de terra indígena 27/11/2009 03:38:21
Pesquisa mostra exposição do jovem brasileiro à violência 24/11/2009 01:08:26
ONU aprova as diretrizes sobre cuidados alternativos para crianças 24/11/2009 01:04:28
Visita de Ahmadinejad gera protestos no Brasil 24/11/2009 01:02:00
UnB realiza evento em solidariedade ao povo palestino 23/11/2009 04:50:29
Agressão contra a mulher é alvo de nova campanha 23/11/2009 04:31:34
HOMOFOBIA: Sem preconceitos, direitos iguais 23/11/2009 03:34:52
Congresso desidrata Estatuto da Igualdade Racial 20/11/2009 01:24:56
Mortalidade entre menores de 5 anos cai após Convenção sobre Direitos da Criança 20/11/2009 01:23:39
ONU lança campanha contra preconceito no Brasil 20/11/2009 01:21:06
A grande mídia e a desigualdade racial 19/11/2009 11:29:54
Desigualdade pela cor 19/11/2009 11:26:44
Universidades apoiam sistema de cotas da UnB no STF 19/11/2009 11:21:11
Concurso premiará investigações jornalísticas sobre violência sexual 17/11/2009 05:57:53
Brasil tem uma das melhores leis de direitos indígenas, mas não consegue consolidá-la 17/11/2009 05:55:19
Defensoria lança cartilha para informar sobre discriminação, racismo e preconceito 17/11/2009 05:37:54
Cúpula corre risco de não ter avanço contra a fome 16/11/2009 11:55:39
Paginação: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23
Ágere Cooperação em Advocacy - SHIS QI 11 BLOCO M SALAS 101 a 105 LAGO SUL BRASÍLIA - DF 71625-205 Tel. 55 (61) 3248-4742