(Fonte: DFTV 2ª Edição)
Um crime de maus tratos que as vítimas ainda negam para proteger os filhos. E, mesmo com as denúncias, na maioria das vezes é difícil comprovar os maus tratos.
Dificuldade para se locomover, saúde frágil. Mas esses não são os únicos problemas que os idosos enfrentam. Mesmo com a idade avançada, alguns ainda são agredidos. E o pior: pela própria família ou por pessoas contratadas para cuidar deles. A dona de um asilo lembra do dia em que uma velhinha chegou com o corpo cheio de escoriações, e traumatizada com os maus tratos da empregada.
“Ela sabia falar que tinha Alzheimer também. Então, no momento de lucidez ela falava”, conta a psicóloga dona do asilo, Lenita Gonçalves.
Para chegar aos agressores, a Secretaria de Justiça e Cidadania criou, em agosto do ano passado, o disque-idoso. De lá pra cá, já recebeu quase 300 telefonemas. Em média, são cinco denúncias por dia. O Plano Piloto fica em segundo lugar na lista de denúncias. Perde apenas para Ceilândia.
Ao todo, 80% dos casos de agressão a idosos registrados no Distrito Federal são de filhas que batem nas mães. Mesmo com as denúncias, na maioria das vezes é difícil comprovar os maus tratos.
“Os idosos negam as denúncias porque não querem ver os filhos responderem a processos e serem punidos”, afirma a diretora do disque-idoso, Zilda Sanchez.
A pena prevista por maus tratos é prisão de até quatro anos.
04/12/2009 10:22:09